LIVRO Carne do umbigo *NOVO

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LIVRO Carne do umbigo *NOVO

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Carne do umbigo é o terceiro livro de poemas de Maria Rezende, lançado em novembro de 2014. 

Sobre o livro:

A umbiguidade em uma poeta (Luis Gonzaga Lopes)

Manoel de Barros partiu para voar fora da asa no dia 13 de novembro. Antes, definiu a poesia como nenhum outro poderia aprisioná-la na gaiola do mundo: “No Tratado das Grandezas do Ínfimo estava escrito: Poesia é quando a tarde está competente para dálias. / É quando / Ao lado de um pardal o dia dorme antes. / Quando o homem faz sua primeira lagartixa. / É quando um trevo assume a noite / E um sapo engole as auroras.” Instado a falar sobre a poeta carioca Maria Rezende, o poeta da vanguarda primitiva teceu a seguinte consideração: “É poesia substantiva mesmo. A mulher inteira dentro das palavras. Poesia é fenômeno de linguagem do que de idéias. Isso você sabe. Sendo assim, você é poeta”. Ele falava de “Substantivo Feminino”, livro de estreia da poeta em 2003.

Agora a poeta nos eviscera, se deixa nua, mostra a sua umbiguidade – neologismo necessário para falar da idade de mostra o umbilical e o ambíguo em sua persona poética – e nos deixa substantivo-adjetivados como seus receptores poéticos deste Carne do Umbigoseu terceiro livro. Aos 36 anos, onze deles de vida literária, Maria se reconhece e nos apresenta o umbigo de mudança e revolução, como no poema que dá título ao livro “Carne do Umbigo”:

 

Eclipses em escorpião  

mudança

revolução

 

Eu estou trocando de pele

e isto não é uma metáfora

(...) 

Eu sou exuberante

eu sou exagerada

sou a morena peituda

com quem você sempre sonhou

 

Sou uma célula tronco

carne do umbigo

sou minha própria cura

drama discreto

lua em Leão

 

Eu não morro

eu vivo

eu sou a regeneração

 

Os amores e as perdas são expressos sempre que aguilhoam, ferem ou viram sentimentos recompostos qual um camaleão teimoso. No poema “Meu Norte” vemos a flama:

O amor me deu um susto

o amor me deu um tapa

um soco doce

um sopro na asa

o amor me encheu de porrada

(...) 

 

O amor me botou no colo

deu plural pros verbos

curou minha tosse

Me encheu de sede

me tirou das ruas

o amor me deu a mão.

 

Olhar pulsante, ambíguo, recheado de vivacidade poética, melancolia e sutura, sutileza e reflexão, desalinho e esperança. Intensidade é a descoberta em Maria Rezende. Depois de Substantivo Feminino (2003) e Bendita Palavra (2008), que foram lançados acompanhados de cds em que ela diz os poemas, agora é a sua umbiguidade, a idade de mergulhar no umbigo e fazer a sua antropofagia verbal, versada e lírica. 

Maria Rezende é sua própria cura, a sua célula-tronco, o seu próprio mergulho. O amor próprio mais cotidiano, a poesia autoficcional por inteiro, do umbigo para o mundo, do ego para o id e vice-versa. O simples e o convexo, a reflexão e o complexo. Todas as Marias em uma só.

 

Leia mais:

http://revistadonna.clicrbs.com.br/coluna/celia-ribeiro-maria-mais-diz-seus-problemas-que-reclama/

 

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